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museu do meio ambiente - RJ rio de janeiro - rj
ficha técnica
ano
2010
equipe

joão paulo daolio

rafael schimidt

thiago natal duarte

 

 

MEMORIAL JARDIM BOTÂNICO - RJ

 

Pela diversidade tanto do lugar como pelas formas de se produzir conhecimento, o museu do meio ambiente, sobre tal ponto de vista, poderia fornecer conhecimento adicional, teórico, úteis a uma compreensão mais abrangente do acervo vivo, exposto no arboreto.

Pela natureza do lugar, poderia ser interessantes que todos os edifícios, infraestrutura necessária para abrigar diversas funções e instituições, estejam dispostos no jardim sem hierarquia, simplesmente dispersos pela grande massa de vegetação, com baixa densidade e pouca interferência visual entre eles.

O projeto pretende manter a unidade da massa arbórea do JBRJ ao não criar um edifício que marcasse a separação entre o arboreto, o jardim Pacheco Leão e o setor que atualmente possui uma maior concentração de construções. Esse partido vale também para o local de implantação sugerido ao novo auditório, descrito mais abaixo.

A expansão do novo museu está posicionada basicamente abaixo do nível do solo, independente, um local com uma dimensão metafísica própria, com espacialidade, luz e temperatura próprias.

Esta situação nos permite algumas outras leituras:

Uma é a de que o edifício antigo do museu tenha uma maior inserção à massa arbórea do conjunto, não se relacionando diretamente com outro edifício em seu entorno imediato. Pelas janelas só se vê vegetação.

 Uma outra coloca o edifício enterrado, protegido, introspectivo, como um espaço propício ao aprendizado e à concentração, sem a intromissão da arrebatadora beleza de toda a cidade.

 Para torná-lo mais próximo ao público, parte do museu faz divisa com a calçada, espaço público pleno de interação. O cidadão que caminha pela calçada, sem entrar, já pode observar sutilmente o que ocorre dentro do museu.

 Assim, é proposta uma grande laje de cobertura em concreto inundado. Sua fachada seria o reflexo da paisagem do entorno, podendo também abrigar uma boa quantidade de espécies aquáticas, abundantes na nossa biodiversidade.

 A iluminação natural dos espaços do museu seria principalmente indireta e difusa. Ocorre através da reflexão nos fossos de luz e através de algumas aberturas zenitais. Um sistema de iluminação artificial complementaria a natural quando necessário, além de iluminar diretamente o material expositivo.

 

imagens
desenhos
implantação
seção 01
planta
seção 02

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